sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

DESENVOLVIMENTO HUMANO NO PROCESSO EDUCATIVO

CATIÚSSA PEREIRA KOVALSKI














DESENVOLVIMENTO HUMANO NO PROCESSO EDUCATIVO

Projeto apresentado para integralização das Práticas Educativas do Módulo III – Licenciatura em Pedagogia - Centro Universitário Leonardo da Vinci.

 Nome Monitor: Patrícia da Silva
 

                  


                                                     




INDAIAL
2008

Memorial Descritivo da
Prática Educativa
Acadêmico (a): Catiússa Pereira Kovalski                          Matrícula: 111156

Turma: Ped.4161

Curso de Normal Superior/Anos Iniciais 

Pólo FAMEG - - Guaramirim

Professora: Patrícia da Silva

Data de entrega 20/ Janeiro /2009

Em agosto de dois mil e oito iniciei a elaboração do meu projeto com o tema Desenvolvimento Humano no Processo Educativo, quatro das questões que deveríamos entrevistar os professores recebemos como padrão, as outras cinco elaborei individualmente, dialoguei com alguns de meus colegas de classe sobre estas outras questões e seguindo o mesmo sentido das questões.
Fiz varias leituras sobre o tema para me aprofundar sobre o assunto tomando conhecimento sobre como o desenvolvimento humano envolve o processo educativo.
Iniciei a organização do meu projeto e comecei a conversar com alguns professores sobre o tema. Após encontrar as citações para cada questão elaborada, comecei a entregar as entrevistas a alguns professores, comecei a ver que não estava recebendo o retorno necessário dos entrevistados, alguns professores me diziam que não estavam encontrando tempo para responder as nove questões e outros me diziam que as questões eram difíceis, cheguei ate a receber um telefone de um professor na segunda-feira dia dezenove de janeiro dizendo que as questões ele havia respondido, mas que tinham duas que eu não havia respondido, não entendendo a questão deste tal professor perguntei novamente do que se tratava (já que as nove questões o entrevistado teria que responder) e o tal professor me disse que as ultimas questões eu havia que responder, pois não eram questões que ele haveria de responder, respondi então que se ele não havia entendido as questões que as deixasse em branco então. Novamente peguei meu questionário e as questões que este professor não conseguiu responder foram: “De que maneira você como líder de uma classe se comporta diante de uma situação de conflito? Exemplifique.”, “Os professores possuem uma relação motivada com o saber que ensinam? Que sentidos/valores atribuem ao saber?” e “Os professores tiveram em suas formações influência de fatores motivadores?”.
Entreguei também muitos questionários a outros professores que me entregaram as respostas logo apos eu ter entrego os questionários estas outras duas professoras sendo muito cordiais responderam o questionário da maneira delas, é claro, mas responderam o mais rápido possível.
Conclui neste projeto que existem sim professores que não querem ajudar uns aos outros, mas também existe outro lado, em que os educadores são prestativos e querem ensinar. Em suma, segue uma resposta de um dos entrevistados a seguinte questão: Os professores tiveram em suas formações influência de fatores motivadores? “Sim, Os próprios profissionais da educação, os quais ministraram suas aulas, nos repassando o pensamento de vários teóricos que desde há muito tempo tinham visão do como seria uma educação de qualidade. Incentivando para que o curso tivesse continuação, além da alegria vista no rosto dos alunos (principalmente), a satisfação de colegas e amigos, que exercem esta maravilhosa profissão, onde a maior recompensa não é salário, mas o conhecimento repassado”.  















“Não basta saber é preciso saber fazer.”
SUMÁRIO

1. TEMA E PROBLEMA ................................................................................................... 04
2. OBJETIVOS..................................................................................................................... 05
2.1 OBJETIVO GERAL ........................................................................................................ 05
2.1 OBJETIVO ESPECÍFICO............................................................................................... 05
3. JUSTIFICATIVA............................................................................................................. 06
4. METODOLOGIA............................................................................................................ 07
4.1 CONTEXTO E SUJEITOS ENVOLVIDOS.................................................................... 07
4.2 ANÁLISES DAS QUESTÕES......................................................................................... 07
4.2.1 Como a escola resolve (encaminha) as questões afetivas e cognitivas? ............................ 07
4.2.2 É possível a ação docente dar conta de questões afetivas e cognitivas? ........................... 08
4.2.3 Quais as relações entre o processo educativo e o desenvolvimento humano? ................... 08
4.2.4 Como as questões sociais (de ordem cultural, política, econômica e religiosa) se entrelaçam no processo educativo e contribuem para o desenvolvimento humano? ........................................................ 08
4.2.5 Como ocorre o processo de socialização e interação das crianças em sua sala de aula? Justifique.         09
4.2.6 Como você, profissional lida com a diversidade cultural em sua escola? .......................... 09
4.2.7 De que maneira você como líder de uma classe se comporta diante de uma situação de conflito? Exemplifique. ............................................................................................................................................... 10
4.2.8 Os professores possuem uma relação motivada com o saber que ensinam? Que sentidos/valores atribuem ao saber? .................................................................................................................................... 10
4.2.9 Os professores tiveram em suas formações influência de fatores motivadores? ................ 11
5 CONCLUSÃO .................................................................................................................. 12
6 CRONOGRAMA ............................................................................................................. 13
7 REFERÊNCIAS ............................................................................................................... 14
8 ANEXOS ........................................................................................................................... 15








1. TEMA E PROBLEMA

Tema: O desenvolvimento humano e o processo educativo formam cidadãos.

Problema: O processo educativo pode afetar de muitas maneiras o desenvolvimento humano escolar, podendo ser um crescimento para a formação de cada cidadão? 




























2. OBJETIVOS


            Identificar a importância do desenvolvimento humano para o processo educativo.


2.1 OBJETIVO GERAL

                                                
Expressar e relacionar o processo educativo com o desenvolvimento humano.
                                                

2.1 OBJETIVO ESPECÍFICO

o       Aplicar entrevistas com profissionais que atuam na área da educação.
o       Analisar o envolvimento destes profissionais atuantes na área da educação com seus educandos.
o       Relacionar os benefícios do processo educativo juntamente com o desenvolvimento humano.















3. JUSTIFICATIVA

O desenvolvimento humano é uma definição das competências pessoais, sociais, cognitivas e produtivas. Desenvolvimento Humano é aquela que une o conhecimento aos valores, às atitudes e às habilidades para concretizar ações. E, desse modo, reconhece nas crianças e nos adolescentes o potencial de conduzir-se com crescente autonomia em suas vidas pessoal, social, cognitiva e produtiva no processo educativo.

Cada competência básica torna-se, então, uma fonte de atitudes e habilidades para que os educandos enfrentem os desafios do tempo e da sociedade em que vivem. Consideramos como habilidade a capacidade de o educando não apenas de aplicar nas suas experiências um conhecimento adquirido, mas, sobretudo, de dominar o processo de criação e gestão dessas habilidades como ferramentas de transformação de si mesmo e do mundo.

E consideramos que as atitudes (fontes de atos) referem-se ao modo básico como o educando se posiciona frente às diversas situações, dimensões e circunstâncias concretas de sua vida. Essa atitude depende do modo como ele compreende e dá significado ao contexto onde está inserido.

Como uma resultante do processo educativo de desenvolvimento de potenciais, formar uma atitude básica diante da vida implica não somente um aspecto isolado que se altera, mas a postura fundamental de cada um diante de si mesmo, dos outros, do mundo ao seu redor e daquilo que provê significado a sua existência. Essa postura fundamental é a capacidade de cada educando imprimir o seu modo de ver, pensar, sentir, decidir e agir no mundo.










4. METODOLOGIA

A presente investigação caracteriza-se como uma pesquisa bibliográfica e será elaborada a partir de material já publicado, na presente pesquisa que serão aplicados nove (9) questionários a doze (12) profissionais na área da educação.


4.1  CONTEXTO E SUJEITOS ENVOLVIDOS

Neste projeto estarão envolvidos profissionais da educação, formados no magistério, graduação, pós-graduação e alguns concluindo mestrado, das unidades de Educação Infantil: C.E. Salgado Filho; E.M.E.F. Ribeirão Cavalo ; E.M. Abelinha, bem como a acadêmica da UNIASSELVI.


4.2  ANALISE DAS QUESTOES


4.2.1 Segundo Ramos, Lucia Maria Almeida: “Tendo em conta as investigações e a nossa experiência sobre o assunto, pensamos que o desenvolvimento da pessoa do aluno-professor em formação inicial deve processar-se através da observação/reflexão sobre a problemática que envolve o desenvolvimento humano. Tendo em conta as diversas perspectivas de desenvolvimento e, através de uma constante interrogação de si próprio, como sujeito cognitivo-afetivo-social e cultural em construção face à realidade com que interage. Apostamos numa formação teórica completada/confrontada com uma formação experiencial de interação no terreno.” Como a escola resolve (encaminha) as questões afetivas e cognitivas?

            De acordo com a análise desta questão percebemos que na maioria dos casos os professores primeiramente conversam com seus alunos para depois encaminharem estes alunos a especialistas.

4.2.2 “Segundo Ana citado por Freud: Alude ao fato de o equilíbrio interno ser perturbado, da personalidade, do meio onde se inserem. Estudos realizados a delinqüentes comprovaram que graves distúrbios da socialização acontecem quando a identificação com os pais é desintegrada através de separações, rejeições e outras interferências com os vínculos emocionais existentes entre a criança e as figuras parentais. Reforça ainda que o cidadão normal, perante a lei, perpetua a posição infantil de uma criança ignorante e complacente, em face aos seus pais oniscientes e onipotentes. O delinqüente perpetua a atitude da criança que ignora ou menospreza, ou desobedece à autoridade parental e atua em desafio desta.” É possível a ação docente dar conta de questões afetivas e cognitivas?

            Com base na questão apresentada, percebemos que todas as entrevistas têm a mesma opinião que a ação docente pode e deve dar conta das questões afetivas e cognitivas.

4.2.3 Segundo Perrenoud: “Do desejo de saber à decisão de aprender, o caminho é tortuoso. Mesmo os alunos mais convencidos da vantagem que teriam em saber matemática ou geografia podem “desabar” diante do trabalho requerido para pôr esse projeto em andamento. O inferno do fracasso escolar está cheio de boas intenções. Há quase tanta coerência em uma criança que decidiu aprender do que do que em um adulto que decidiu emagrecer ou deixar de fumar. Se à vontade de saber é uma condição necessária, é suficiente apenas nos seres muito racionais e dotados da vontade de fazer, contra ventos e tempestades, o que decidiram. Não paramos de renunciar muitas coisas que, por um momento, pareceram-nos desejáveis, pois no uso damo-nos conta de que o investimento é mais pesado do que pensávamos, ou de que entram em conflito com outros projetos outros desejos.” Quais as relações entre o processo educativo e o desenvolvimento humano?

            Com base na questão apresentada, todas as entrevistas dizem que o processo educativo e o desenvolvimento humano estão relacionados, pois as crianças têm esta necessidade de aprender com os adultos sendo à base da educação a família.

4.2.4 Segundo Mariângela Alencar: “Pode-se dizer que os livros-brinquedos e, sobretudo, livros, porque a relação da criança com esse objeto é diferente da estabelecida com um brinquedo comum pela própria natureza do objeto. Ela não só pode manuseá-lo como também observar as imagens. Para facilitar o uso pelos pequenos, que vivem uma fase de conquista motora importante, a de aprender a folhear, esse tipo de livro tem de ser resistente e, no formato, semelhantes aos livros tradicionais. O conteúdo precisa ser capaz de chamar atenção e estar relacionado ao contexto infantil. Para ter qualidade, autor e ilustrador devem ainda levar em conta a inteligência das crianças e a faixa etária à qual o produto é destinado.” Como as questões sociais (de ordem cultural, política, econômica e religiosa) se entrelaçam no processo educativo e contribuem para o desenvolvimento humano?

            Analisando as entrevistas referentes a esta questão, todos os entrevistados afirmam que cada aluno tem uma realidade diferente, podendo ser de ordem cultural ou social, focalizando sempre a valorização das culturas e costumes.


4.2.5 Segundo Ramos, Lucia Maria Almeida: “A ativação do desenvolvimento psicológico é um conceito muito recente. Surgiu com a idéia de que é possível agir sobre o desenvolvimento da criança, otimizando-o e melhorando-o, quer em situações de aprendizagem normal, quer em situações educativas especiais. Implica como nos diz José TAVARES (1995) no prefácio do livro "instigar, estimular o desenvolvimento humano em todas as suas dimensões, tendo em conta as suas disponibilidades mais sensíveis (...) ou abertas dos sujeitos nos seus diferentes estádios ou fases de desenvolvimento". É um conceito ligado à pedagogia, pois efetiva-se de forma intencional, na escola através duma pedagogia centrada na criança e das metodologias de ensino-aprendizagem que cada professor implementa. Baseia-se nos pressupostos da escola ativa que coloca no centro do processo o sujeito, com as suas características, a interagir, de forma dinâmica, com as pessoas e os objetos de aprendizagem, e a construir e interiorizar a interpretação das suas vivências.” Como ocorre o processo de socialização e interação das crianças em sua sala de aula? Justifique.

            Com base nesta questão concluímos que todos os entrevistados têm a mesma opinião, que todos os alunos são tratados igualmente dentro de uma sala de aula, claro, dando foco a situações de timidez, brigas e ensinando que respeito é o essencial em uma sala de aula.
           
4.2.6 “O que a criança pode fazer hoje com o auxílio dos adultos poderá fazê-lo amanhã por si só. A área de desenvolvimento potencial permite-nos, pois, determinar os futuros passos das crianças e a dinâmica de seu desenvolvimento e examinar não só o que o desenvolvimento já produziu, mas também o que produzirá no processo de maturação. Portanto, o estado de desenvolvimento mental da criança só pode ser determinado referindo-se pelo menos a dois níveis: o nível de desenvolvimento efetivo e a área de desenvolvimento potencial.” (Vigotzky)
Como você, profissional lida com a diversidade cultural em sua escola?

            Analisando esta questão podemos analisar que todos os entrevistados afirmam que não fazem nenhum tipo de diferença entre os alunos, eles estão buscando cada dia mais entender seus alunos e tentar resolver os seus problemas podendo ser afetivo, emocional ou cuidando de uma situação de conflito.

4.2.7 “Atravessamos hoje um momento crucial da intervenção da psicologia na formação dos professores: é o momento da psicologia sair à rua, que é como quem diz sair à escola, e estudar aí as formas efetivas de intervenção no desenvolvimento humano, sem esquecer que o processo de ensino-aprendizagem assenta em processos de relação pedagógica e de relação de ajuda. Se quisermos intervir no desenvolvimento, que é o mesmo que intervir no sucesso acadêmico, pessoal e social de cada um tem que estudar e desenvolver os processos de relação interpessoal dos professores”. RAMOS. De que maneira você como líder de uma classe se comporta diante de uma situação de conflito? Exemplifique.

            De acordo com as entrevistas podemos constatar que primeiramente os professores costumam mudar o foco do conflito para depois analisar o porquê deste e resolver o mais pacificamente possível o conflito.

4.2.8 “A relação que estabelecemos com determinado saber é formada pelos sentidos/valores que atribuímos ao objeto da atividade de aprendizagem e pelas motivações que nos levam a realizá-la em determinados contextos. Aprendemos a nos relacionar com o saber, influenciados pelas pessoas, coisas, contextos, culturas com os quais interagimos e pertencemos. Quando se têm experiências favoráveis tanto na escola quanto fora dela, as chances de se desenvolver uma relação motivada com o saber são grandes, apesar desses fatores não serem os únicos determinantes. O papel da escola como motivadora se torna ainda mais importante quando não se têm vivências favoráveis fora dela. Dessa forma o professor aparece como sendo um grande influenciador dos estudantes em sua relação com o saber.” MATTOS. Os professores possuem uma relação motivada com o saber que ensinam? Que sentidos/valores atribuem ao saber?

                        De acordo com as entrevistas podemos constatar que todos responderam que tem total motivação com o que ensinam aos seus alunos e principalmente o que aprendem diariamente.


4.2.9 “A maneira de ensinar irá depender não apenas do que, mas, também dos conhecimentos relativos ao estádio de desenvolvimento cognitivo em que o aluno se encontra, do atendimento sobre a estrutura do conhecimento e da conseqüente abordagem e sequenciação a ser dado às lições, bem como do arranjo das situações ambientais que irão prestigiar o aluno para a aprendizagem”. BRUNER (1959, p.29). Os professores tiveram em suas formações influência de fatores motivadores?

            Ao analisarmos esta questão percebemos que os professores entrevistados amam o que fazem e que se propõem sempre a estar inovando e buscando cada dia mais.




















5. CONCLUSÃO

Conclui neste projeto que existem professores que não querem ou não tem tempo, de ajudar uns aos outros, mas também existe um outro lado, em que os educadores são prestativos e querem ensinar. Em suma, segue uma resposta de um dos entrevistados a seguinte questão: Os professores tiveram em suas formações influência de fatores motivadores? “Sim, Os próprios profissionais da educação, os quais ministraram suas aulas, nos repassando o pensamento de vários teóricos que desde há muito tempo tinham visão do como seria uma educação de qualidade. Incentivando para que o curso tivesse continuação, além da alegria vista no rosto dos alunos (principalmente), a satisfação de colegas e amigos, que exercem esta maravilhosa profissão, onde a maior recompensa não é salário, mas o conhecimento repassado”.  






















6. CRONOGRAMA

FASES

DATA/
PERÍODO
ATIVIDADES A SEREM DESENVOLVIDAS: SUJESTÕES
C/H**
ETAPA 1
15/07 a 05/08/2008.
* Definição da equipe (cinco integrantes) e montagem do projeto;
* Leituras e estudo de textos
30
ETAPA 2
05/08 a 14/10/08.
* Elaboração do projeto
35
ETAPA 3
14/10 a 18/11/2008.
* Aplicação do projeto (realizar as entrevistas com os professores).
5
ETAPA 4
18/11/08 a 20/01/2009.
* Análises e interpretações – construção do memorial descritivo (INDIVIDUAL).
5
ETAPA 5
27 de Janeiro de 2009.
* Entrega do Memorial Descritivo ao Monitor.
* Socialização.
5
CARGA HORÁRIA TOTAL
80

















7. REFERÊNCIAS

SIMÕES, Carlos. O desenvolvimento do professor e a construção do conhecimento
pedagógico.
  São Paulo, 1996.

ALENCAR, Mariângela. O que e como ensinar. Revista Nova Escola. Ano XXIII, Nº213, Junho/Julho 2008. Pagina 22.

BRASIL. Ministério da Educação. Cadernos da TV Escola, nº 4. Brasília, SEED/MEC, 1998.

BRUNER (1959, p.29),

FREUD, Anna. Infância normal e patológica. Rio de Janeiro, 1987.

MATTOS, Jackelini Dalri e Cristiano Rodrigues De Mattos. Aspectos afetivo-cognitivos na aprendizagem e suas influências na escolha da profissão de professores. Universidade de São Paulo, 2008.

RAMOS, Lucia Maria P. Almeida. A INTERVENÇÃO DA PSICOLOGIA ACTUAL NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE HOJE. Disponível em <>.













8. ANEXOS

































DESENVOLVIMENTO HUMANO NO PROCESSO EDUCATIVO

 


Catiússa Pereira Kovalski

Prof. Patricia da Silva

Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI

Pedagogia (PED 4161) – Práticas Educativas do Módulo III
20/01/09

RESUMO

Desenvolvimento Humano no Processo Educativo diz respeito ao estudo dos principais fundamentos da Educação, bem como seus objetivos e os recursos utilizados para alcançá-los. Este estudo esclarece as principais dúvidas a respeito do Desenvolvimento Humano no Processo Educativo, através de uma análise simplificada de sua estrutura, dando ênfase a questões de curto prazo, relacionado com o nível de classe econômica, classe social e idade.

Palavras-chave: Consciência; Valores Éticos; Educadores.


1 INTRODUÇÃO


O Desenvolvimento Humano no Processo Educativo, no que se refere à construção de novas aprendizagens sociais e cognitivas. Os professores participantes da pesquisa são todos de escolas publicas. A escolha destes deu-se de modo intencional, ou seja, foram escolhidos a partir do critério indicação. Os educadores deveriam corresponder aos alguns critérios, sendo alguns deles como boa relação com os alunos, dedicação à docência. Para entrevista com os professores elaborou-se um roteiro contendo as questões de pesquisa, pra guiar a entrevista, passando por alguns tópicos principais a serem tratados, seguindo uma seqüência de assuntos, não descartando questões que possam surgir ao longo da conversa, as quais podem ser de grande importância ao estudo.


2 DESENVOLVIMENTO HUMANO

Desenvolver as capacidades das pessoas é primordial para o desenvolvimento humano, especialmente, se pensamos o Desenvolvimento Humano não somente como o crescimento individual, mas como um processo de desenvolvimento social centrado na ampliação de oportunidades e escolhas. Isso nos conduz à questão da participação das pessoas nas decisões que dizem respeito a suas vidas e suas comunidades. Neste sentido, o desenvolvimento humano é não apenas um processo de desenvolvimento das pessoas e para as pessoas, mas também um processo a ser levado a efeito pelas pessoas. Isso exige preparar as pessoas para participar das decisões, para escolher, para adquirir crescente autonomia.

Ora, esta perspectiva, ao acentuar o papel da teoria ou, pelo menos, das concepções prévias à recolha de dados e sua interpretação, permite salientar um aspecto fulcral, isto é, que a maneira de ver uma determinada situação condiciona os modos de conhecer
que é possível edificar a partir dela, o que leva a concluir da necessidade de conceber o conhecimento pedagógico como um processo pluridimensional que permite aos professores partir de outras realidades cognitivas — de que se destacam as relativas ao conhecimento prático e interpessoal — inerentes ao seu desenvolvimento. Ora, o fenômeno do conhecimento, seja qual for o grau em que ele se manifeste, parece emergir como uma resultante de algumas dimensões que caracterizam a afetividade humana, traduzindo-se numa busca constante de explicação e de compreensão que dá sentido à integração e articulação dos saberes que resultam destes diferentes campos de incidência da realidade. Conseqüentemente, na aplicação desta perspectiva à formação de professores, não se visa ensinar aos estudantes um determinado conjunto de conteúdos e de técnicas, mas possibilitar-lhes um espaço de reflexão que conduza a uma adequada aquisição dos processos de construção do conhecimento pedagógico e a um concomitante desenvolvimento de uma atitude facilitadora e otimizadora da aquisição de um repertório de atividades em nível de citadas dimensões (Simões, 1996; Tavares, 1992).

            Considerando o desenvolvimento humano um processo essencialmente interno, e socialmente mediado, assistido e guiado, tal como, por exemplo, Bruner (1988) ou Vygotsky (1978) o entende, a intervenção educativa é um fator determinante do que vai ser o percurso evolutivo.


3 PROCESSO EDUCATIVO


            A Educação para a 1ª Infância é reconhecida como de grande influência, na medida em que abrange uma das etapas do desenvolvimento mais significativa e determinante na formação do ser humano, em que as estruturas biofisiológicas e psicológicas estão em pleno processo de formação e maturação. Os múltiplos resultados científicos já referidos nos capítulos anteriores alertam-nos para a necessidade de promover/estimular o desenvolvimento desde as etapas iniciais da vida, quando estas estruturas ainda apresentam grande plasticidade. A estimulação revela-se, assim, um determinante particularmente significativo do desenvolvimento. Trabalhar com a Educação da 1ª Infância implica não esquecer a estimulação, facilitando o estabelecimento de relações, a conquista e a autoconstrução de competências mediante a própria atividade, e não pensar na criança como um agente relativamente passivo e incompetente, receptor de informação. Assim, falar de Educação de Infância implica falar em dar oportunidades à criança para desenvolver, usar e manifestar, globalmente, todas as suas potencialidades físicas e motoras, cognitivas e sensoriais, inter-relacionais, emocionais, sociomorais e estéticas. Falamos, assim, de um processo multidimensional, que se deseja harmônico e contextualizado.


5 CONCLUSÃO

Em suma, nosso principal desafio neste trabalho foi abordar a questão da influência da estimulação sensorial no desenvolvimento das crianças, respeitando as suas diferenças e considerando os seus ritmos e características. Um dos aspectos a serem investigados, por trabalhar especificamente com a faixa etária em que sinais de precocidade podem ser observados, seria verificar o grau de diferenciação captada no desenvolvimento geral das crianças que apresentam comportamentos mais rápidos ou, ao contrário, lentos em função dos efeitos de uma proposta de estimulação sensorial múltipla, dentro de uma faixa.


6 REFERÊNCIAS


SIMÕES, Carlos. O desenvolvimento do professor e a construção do conhecimento
pedagógico.
  São Paulo, 1996.

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