sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

ESTAGIO II - Os tres porquinhos

CATIÚSSA PEREIRA KOVALSKI
PED4161/2007-2

RELATÓRIO DE ESTÁGIO I

Relatório de Estágio I do Curso de Pedagogia do Centro Universitário Leonardo da Vinci, realizado na Escola Marista São Luis, junto à Professora Renata de Paula Cordeiro.

Professor Tutor Externo: Patrícia da Silva






















INDAIAL
15/09/2009
EPÍGRAFE




























Ser mestre, educador é um modo de ser e um dever-se. Ser pedagogos de nós mesmos. Ter cuidados com nosso próprio percurso humano para assim, podermos acompanhar o percurso das crianças, adolescentes e jovens. É uma conversa permanente com nós mesmos sobre a formação. (Arroyo, 2000, p.42)

AGRADECIMENTO

Agradeço em primeiro lugar a Deus, por me dar saúde e proteção. A minha filha Brenda, pois, sem ela eu nunca teria continuado esta caminhada no curso de Pedagogia, ao meu esposo Adilson, por seus gestos de carinho e paciência nos momentos difíceis e nos momentos de alegria.
Ao meu irmão que sempre me apoiou e me auxiliou nos cansativos trabalhos da faculdade, mesmo longe, sempre me auxiliando. Aos meus pais, pois sem eles eu não existiria, agradeço a minha mãe principalmente, pela persistência e insistência em acreditar que eu sempre posso um pouco mais.
A minha sogra, Anair por cuidar de minha filha nas noites em que freqüentava a faculdade.
A professora Patrícia da Silva, pelas orientações pertinentes aos Estágios Curriculares e em todo o restante do curso, por ser além de professora, uma educadora.
Aos professores e diretores do Colégio Marista São Luis, que estiveram sempre ao meu lado torcendo e apoiando, principalmente agradeço a professora Zane e Renata, por me auxiliarem e me indicarem sempre por onde trilhar.
Enfim, a todos que de uma maneira ou de outra, contribuíram para minha chegada até aqui.
















DEDICATÓRIA

“Brenda”
Dedico esta conquista a você que sempre me incentivou com seu sorriso e seus gestos de carinho, na busca de meus objetivos.
Obrigada.
Amo Muito Você *eternamente*!




























SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO 01
2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 02
2.1 A inclusão do Ensino Fundamental de 9 anos 02
2.2 Fundeb 03
2.3 LDB 04
2.4 PCNs 05
3 RELATÓRIO DE OBSERVAÇÃO 07
4 METODOLOGIA 09
4.1 Contexto e Sujeitos Envolvidos.................................................................................... 09
4.2 Planejamento 09
4.2.1 Tema 09
4.2.2 Problema 09
4.2.3 Motivação 10
4.2.4 Objetivos de Aprendizagem 10
4.2.5 Metodologia 11
4.2.6 Recursos Utilizados 14
4.2.7 Avaliação 14
4.2.8 Cronograma 15
4.3 RELATÓRIO DE INTERVENÇÃO 16
4.3.1 Primeiro dia de Intervenção 16
4.3.2 Segundo dia de Intervenção 17
4.3.3 Terceiro dia de Intervenção 18
4.3.4 Quarto dia de Intervenção 18
4.3.5 Quinto dia de Intervenção 18
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS 20
6 REFERÊNCIAS 21
7 ANEXOS 22
1 INTRODUÇÃO


Este Estágio desenvolveu-se no período matutino, na turma 4º ano do Ensino Fundamental que corresponde à faixa etária de 09 anos. Na Escola Marista São Luis, na cidade de Jaraguá do Sul, localizada na Rua Marechal Deodoro da Fonseca, nº 520, no Bairro Centro.

O curso de Pedagogia, através da disciplina de Estágio Curricular traz como objetivo a formação do Pedagogo, pois é um dos espaços em que se constroem os saberes pedagógicos no curso de formação e nele estão envolvidas a observação, reflexão e reorganização das ações, tornando-nos sujeitos e competentes críticos. Pois bem, estando na 5ª fase do curso de Pedagogia minhas expectativas com relação ao Estágio II são muitas, o tema abordado neste Estágio foi “Tipos de Moradia”, pois a capacidade de simbolizar e fantasiar nascem com o ser humano e estrutura-se a partir de dois movimentos: conhecer o objeto e perder o objeto. Simbolizar é sentir a perda. É olhar e substituir o objeto perdido por outro. Daí a importância do estudo da função simbólica das histórias infantis, uma vez que, para que ocorra a aprendizagem é necessário perder um objeto para então ganhar e apropriar-se de outro. A vida é também uma troca. Quando substituímos, simbolizamos e então amadurecemos. Por isso utilizei a história dos Três Porquinhos como base de meu tema. Conforme Manual de Estágio, Uniasselvi:

Nos módulos 4, 5 e 6 está previsto o Estágio, junto aos Cursos de Licenciatura da UNIASSELVI em Normal Superior. Para o curso de Pedagogia, o estágio é estendido também para o módulo 7. Cada um dos períodos contempla o contexto prático, compreendido como a atuação do acadêmico nas situações extraclasse, na escola-campo e unidades educacionais e, o contexto teórico, com orientações dirigidas para a fundamentação da prática pedagógica desenvolvida na escola-campo. (Manual de Estágio, 2008, p.2)

Com base nestes pressupostos, planejamos, organizamos, programamos e avaliamos esse projeto interdisciplinar de docência nos anos iniciais. A observação foi essencial, pois, nos fez refletir, avaliar, enfim, ao observar pensamos a realidade daquela escola, daqueles alunos. Sendo assim, faço minhas as palavras de Freire quando diz: “A leitura crítica da realidade tem de se juntar a sensibilidade do real e, para ganhar esta sensibilidade ou desenvolvê-la, precisa da comunhão com as massas”.

A observação e o registro foram essenciais para a nossa constituição como profissionais e sobre esses elementos.
2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA



Inicio este projeto com o tema “Tipos de Moradia”. Pois a capacidade de simbolizar e fantasiar nascem com o ser humano e estrutura-se a partir de dois movimentos: conhecer o objeto e perder o objeto. Simbolizar é sentir a perda. É olhar e substituir o objeto perdido por outro. Daí a importância do estudo da função simbólica das histórias infantis, uma vez que, para que ocorra a aprendizagem é necessário perder um objeto para então ganhar e apropriar-se de outro. A vida é também uma troca. Quando substituímos, simbolizamos e então amadurecemos.

A moradia é um bem cultural cujo valor histórico acompanha diversos caracteres do próprio direito à propriedade. Mas a concepção sobre a existência de um direito à moradia radica em duas diferentes acepções, como bem adverte Perlingieri:

....natureza patrimonial e a outra existencial. O primeiro cinge-se ao direito à propriedade do imóvel que serve de moradia a uma determinada família, muito embora possa afigurar-se prescindível, face a outras hipóteses que assegurem a correta residência, tal como relações de uso, aluguéis e diversas outras modalidades de alojamento, ao passo em que o segundo radica na necessidade humana e, por isso, indeclinável, de assegurar-se a sobrevivência dos indivíduos, mediante programas sociais administrativos.

A Constituição de 1988 absorveu alguns elementos das ondas renovatórias de respeito aos direitos fundamentais, especialmente, ao incluir o respeito à soberania, a cidadania, a dignidade da pessoa humana, os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa e o pluralismo político como fundamentos da República, ao passo em que constituem seus objetivos a construção de uma sociedade livre, justa e solidária; a garantia do desenvolvimento nacional; a erradicação da pobreza e da marginalização, com a redução das desigualdades sociais; e a promoção do bem de todos, sem preconceitos ou quaisquer formas de discriminação.

Embora o direito à moradia não estivesse previsto de modo expresso pelo Poder Constituinte, a Constituição, já em sua redação original, estabelece como dever do Poder Público, nas esferas federal, estadual e municipal, a promoção de programas de construção de moradias e a melhoria nas condições habitacionais e de saneamento básico.

2.1 A INCLUSÃO DO ENSINO FUNDAMENTAL DE NOVE ANOS

A opção pela faixa etária dos 6 aos 14 e não dos 7 aos 15 anos para o Ensino Fundamental de nove anos segue a tendência das famílias e dos sistemas de ensino de inserir progressivamente as crianças de 6 anos na rede escolar. A inclusão, mediante a antecipação do acesso, é uma medida contextualizada nas políticas educacionais focalizadas no Ensino Fundamental. Assim, observadas as balizas legais constituídas desde outras gestões, como se pode verificar no item 1, elas podem ser implementadas positivamente na medida em que podem levar a uma escolarização mais construtiva. Isto porque a adoção de um ensino obrigatório de nove anos iniciando aos seis anos de idade pode contribuir para uma mudança na estrutura e na cultura escolar.

"Principalmente se oferecer, nas primeiras séries, ferramentas que proporcionem um desenvolvimento essencial para o restante da vida escolar". (Assis)

No entanto, não se trata de transferir para as crianças de seis anos os conteúdos e atividades da tradicional primeira série, mas de conceber uma nova estrutura de organização dos conteúdos em um Ensino Fundamental de nove anos, considerando o perfil de seus alunos. O objetivo de um maior número de anos de ensino obrigatório é assegurar a todas as crianças um tempo mais longo de convívio escolar, maiores oportunidades de aprender e, com isso, uma aprendizagem mais ampla. É evidente que a maior aprendizagem não depende do aumento do tempo de permanência na escola, mas sim do emprego mais eficaz do tempo. No entanto, a associação de ambos deve contribuir significativamente para que os educandos aprendam mais.

Seu ingresso no Ensino Fundamental obrigatório não pode constituir-se em medida meramente administrativa. O cuidado na seqüência do processo de desenvolvimento e aprendizagem das crianças de seis anos de idade implica o conhecimento e a atenção às suas características etárias, sociais e psicológicas. As orientações pedagógicas, por sua vez, estarão atentas a essas características para que as crianças sejam respeitadas como sujeitos do aprendizado.

2.2 FUNDEB

O atual governo assumiu como seu compromisso prioritário a política de inclusão social. Na área da educação básica, a substituição do Fundef pelo Fundeb constitui a estratégia prioritária dessa política. Além da efetiva universalização do atendimento no ensino fundamental, o Fundeb permitirá a inclusão progressiva de todas as crianças em creches e pré-escolas, e fará ainda com que todos os jovens e adultos sem escolarização ou concluintes da educação fundamental possam também concluir o Ensino Médio. Como instrumento inclusivo, o Fundeb estenderá os benefícios do atual Fundef a todos os alunos e professores da Educação Básica, garantindo o acesso de toda população escolarizável a todos os níveis da Educação Básica. O Fundeb face ao diagnóstico da Educação Básica a promulgação da atual Constituição brasileira foi ponto de partida para a elaboração de uma série de normas legais que vêm progressivamente exercendo um impacto positivo no setor educacional, sob a forma de avanços, sobretudo quantitativos. Segundo a Constituição Federal:

Cabe à União a responsabilidade pelo Ensino Superior, aos estados pelo Ensino Médio e Fundamental, e aos municípios a responsabilidade pelo Ensino Fundamental e Educação Infantil. Para a redução das desigualdades existentes, o País conta com mecanismos legais de transferência e redistribuição de recursos federais, bem como de assistência técnica aos estados e municípios.

Assim, cada estado fixará o valor da educação de cada um de seus alunos, de acordo com o nível de educação, tendo como patamar uma base a ser fixada nacionalmente, de modo a assegurar a qualidade do ensino em todos os municípios e estados. No âmbito de cada estado será criado um fundo composto com parcela de impostos vinculados à educação. Os recursos desse novo fundo, o Fundeb, serão divididos entre o próprio estado e seus municípios, de acordo com o número de alunos de cada nível educacional, matriculados em suas respectivas redes e níveis de ensino.

2.3 LDB

O Ensino fundamental é obrigatório, gratuito (nas escolas públicas), e atende crianças a partir dos 6 anos de idade. O objetivo do Ensino Fundamental Brasileiro é a formação básica do cidadão. Para isso, segundo o artigo 32º da Lei de Diretrizes e Bases da Educação, é necessário: I - o desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo; II - a compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, da tecnologia, das artes e dos valores em que se fundamenta a sociedade; III - o desenvolvimento da capacidade de aprendizagem, tendo em vista a aquisição de conhecimentos e habilidades e a formação de atitudes e valores; IV - o fortalecimento dos vínculos de família, dos laços de solidariedade humana e de tolerância recíproca em que se assenta a vida social.

O currículo para o Ensino Fundamental Brasileiro tem uma base nacional comum, que deve ser complementada por cada sistema de ensino, de acordo com as características regionais e sociais, desde que obedeçam as seguintes diretrizes: I - a difusão de valores fundamentais ao interesse social, aos direitos e deveres dos cidadãos, de respeito ao bem comum e à ordem democrática; II - consideração das condições de escolaridade dos alunos em cada estabelecimento; III - orientação para o trabalho; IV - promoção do desporto educacional e apoio às práticas desportivas não-formais. (ART. 27º, LDB 9394/96)

A responsabilidade pela matrícula das crianças, obrigatoriamente aos 6 anos de idade, é dos pais. É dever da escola, tornar público o período de matrícula.
Art. 4º O dever do Estado com educação escolar pública será efetivado mediante a garantia de: I - ensino fundamental, obrigatório e gratuito, inclusive para os que a ele não tiveram acesso na idade própria; II - progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade ao ensino médio; III - atendimento educacional especializado gratuito aos educandos com necessidades especiais, preferencialmente na rede regular de ensino; IV - atendimento gratuito em creches e pré-escolas às crianças de zero a seis anos de idade; V - acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a capacidade de cada um; VI - oferta de ensino noturno regular, adequado às condições do educando; VII - oferta de educação escolar regular para jovens e adultos, com características e modalidades adequadas às suas necessidades e disponibilidades, garantindo-se aos que forem trabalhadores as condições de acesso e permanência na escola; VIII - atendimento ao educando, no ensino fundamental público, por meio de programas suplementares de material didático-escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde; IX - padrões mínimos de qualidade de ensino, definidos como a variedade e quantidade mínimas, por aluno, de insumos indispensáveis ao desenvolvimento do processo de ensino-aprendizagem.

2.4 PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS

Parâmetros Curriculares Nacionais, currículos mínimos, currículos básicos, currículos unificados, conteúdos mínimos, diretrizes comuns nacionais ou qualquer outro nome que se lhes atribua são dimensões da política educacional que sempre estiveram às voltas com a questão federativa e com a questão da participação. Ambas as questões passam pelo sentido maior da democracia.
“os educadores não podem ser transformados em rígidos intérpretes de leis e regulamentos uniformes, em executores rígidos de programas oficiais, e os livros didáticos em manuais 'oficializados' e conformes, linearmente com os pontos dos programas" (Teixeira, 1952, p. 85)
A questão federativa, conquanto não limitada só à educação escolar, sempre esteve na primeira linha das discussões quer no Brasil Império, quer no Brasil República. Ela já se impunha ao país antes mesmo da transição da cultura centralizada e centralista do Império para a descentralização federada da República.

Desafio permanente para qualquer democracia é a natureza e o grau de participação que deve pautar a relação entre "dirigentes e dirigidos". Desafio permanente para todos é o grau de flexibilidade dos dispositivos normativos para que não impeçam a crítica e a criatividade.

Nesse sentido, deve afirmar-se que, em uma democracia, o produto almejado deve estar contido no próprio de produção de uma norma ou mesmo das normas que visem regulamentar um princípio geral.




















3 RELATÓRIO DE OBSERVAÇÃO


No dia 13/08/09 realizei a observação no Colégio Marista São Luis, a estrutura da escola é ampla, com muita ventilação, a área externa é limpa e com vários bancos localizados em pontos estratégicos para a recepção de pais e alunos. O espaço físico da escola é muito bem distribuído, a biblioteca possui 12.530 livros e ainda está em freqüente crescimento, ainda existem outros espaços como o Auditório, Cantina, Laboratórios de Química e Informática, Área Esportiva, Bebedouros, Sanitários, Sala de Artes, de Dança e de Projeção.

O corpo técnico-administrativo tem como representantes o Diretor Ir. Evilázio Tambosi, a Diretora Educacional Vivian Roberta Schroeder Lawin, o Gerente Administrativo José Luís Finguer, Assessoras Psicopedagógicas Ana Maria Nasato Moretti e Jaqueline C. L. Novello, Assistente Psicopedagogica Vivian Aparecida Paixão Manaia, Assessora de Pastoral Andrea Gomes Cardoso, Assistente de Estudante Maira Bachmann Wroblewski, Assistente de Relacionamento Dinara Fabiane Picinini, Assistente de Tecnologia Alexandre Marcelo Hintz, Supervisora de Atividades Complementares Márcia K. Dos Santos e Secretária Sueli Souza Silva.

A professora regente da turma do 4º ano matutino, Renatha de Paula Cordeiro é formada em Pedagogia, no seu primeiro ano formada foi professora na escola Ribeirão Cavalo e pouco tempo depois foi contratada pela Escola Marista São Luis, na qual, já leciona há alguns anos. A professora é muito dedicada com seus alunos, especialmente com seu aluno que tem hiperatividade, o mesmo senta-se bem na frente da professora, o qual necessita de auxilio em muitas atividades, apesar de ser ativo. A mesma é muito criativa com suas atividades, explicações de matérias novas, no dia que estive em observação ela iniciava “Frações” e começou explicando com balas como utilizar frações, os alunos logo perceberam como era simples fração, exemplo ½ de 6. Mas com frações de algarismos maiores tiveram maiores dificuldades.

A professora planeja suas aulas bimestralmente com a direção da escola e tenta cumprir todos os prazos estipulados pela instituição neste plano de aula. O Projeto Político Pedagógico existe, apesar de estar em mudanças, pois foi implantado a Educação Infantil na escola.

As características da turma de vinte e seis alunos, na faixa etária de 09 anos, são características parecidas, todos possuem moradia própria ou alugada, alguns alunos têm os pais divorciados, sendo assim, alguns já tem irmãos que são filhos somente do pai ou da mãe. A maioria dos alunos os pais trabalham período integral e as mães meio período ou não trabalham, percebi que a grande maioria das crianças chegam à escola com os pais e as mães é que buscam no final da aula.

A sala de aula é de um tamanho médio, é muito alta a sala de aula, chegando a ser fria, o material didático-pedagogico utilizado é guardado no final da sala em um armário com repartições entre matérias, existe um quadro de giz ao lado da porta e um armário com tintas, lápis, canetinhas.

A alternativa que a professora utiliza pelo número excessivo de alunos em sala é a auxiliar de sala que tem como objetivo auxiliar a professora referente ao aluno que é hiperativo, a mesma passa o maior numero de conteúdo possível aos alunos, pois apesar de ser uma turma muito agitada é uma turma também muito inteligente.

A rotina deste dia de observação da turma, na primeira aula a turma teve Educação Física não acompanhei este momento por ser na quadra de esportes, assisti de longe somente um jogo de queimado. A segunda aula Inglês a turma estava muito agitada talvez pela Educação Física, não obedeciam à professora de Inglês e muitas vezes ignoravam o que ela dizia. A terceira aula de Matemática foi iniciado Frações. Intervalo. Quarta e Quinta aula continuando frações.












4 METODOLOGIA


4.1 CONTEXTO E SUJEITOS ENVOLVIDOS

Este estágio na área das séries inicias do ensino fundamental, será realizado na Escola Marista São Luis, na cidade de Jaraguá do Sul, localizada na Rua Marechal Deodoro da Fonseca, nº 520, no bairro Centro.

Este estágio será realizado no período matutino das 7 horas e 20 minutos às 11 horas e 50 minutos, sendo que no dia 13/08 será realizado o estágio de observação e de 17/08 a 21/08 o estágio de intervenção, na turma 4º ano do ensino fundamental que corresponde à faixa etária de 09 anos. Tendo como professora regente Renatha de Paula Cordeiro e como diretor Ir. Evilázio Tambozi.

4.2 PLANEJAMENTO


4.2.1 Tema

Inicio este projeto com o tema “Tipos de Moradia”. Pois a capacidade de simbolizar e fantasiar nascem com o ser humano e estrutura-se a partir de dois movimentos: conhecer o objeto e perder o objeto. Simbolizar é sentir a perda. É olhar e substituir o objeto perdido por outro. Daí a importância do estudo da função simbólica das histórias infantis, uma vez que, para que ocorra a aprendizagem é necessário perder um objeto para então ganhar e apropriar-se de outro. A vida é também uma troca. Quando substituímos, simbolizamos e então amadurecemos.

4.2.2 Problema

Quais os Tipos de Moradia do Seu Bairro? Percebo como a aprendizagem e a individualidade de cada aluno sendo respeitada podem refletir avaliar e construir fantasias sadias as crianças e adolescentes.

Então, este planejamento com base nas crenças e concepções que, acredito estar “faltando” para esses educandos propõe-se trabalhar um pouco o bairro, a moradia de cada aluno retratando as histórias infantis.
Neste sentido, Weffort (1996, p. 10-11) destaca:
[...] o movimento de trazer para dentro de si a realidade observada, para assim poder pensá-la, interpretá-la. É enquanto reflito sobre o que vi, que a ação de estudar extrapola o patamar anterior. Neste movimento podemos nos dar conta do que ainda não sabemos, pois iremos nos defrontar com nossas hipóteses adequadas e inadequadas e construir um planejamento do que falta observar, compreender, estudar.

4.2.3 Motivação

Nossa preocupação desde o início deste estágio foi de construirmos com as crianças algo que realmente fosse significativo e prazeroso para elas, sem que com isso, estivéssemos invadindo o seu espaço.

Neste sentido, após realizarmos a observação mais efetiva deste grupo, identificamos a intencionalidade de nosso trabalho enfocado nas histórias infantis, mais precisamente analisando os tipos de moradias de algumas destas histórias.

4.2.4 Objetivos De Aprendizagem

Instigar o conhecer, trabalhando com muitas possibilidades de leitura e escrita diversas, primeiramente despertar o interesse dos alunos, sempre orientada pela problemática e pelos objetivos decorrentes dela.

Decidi que, a cada dia, iria fazer uma acolhida que refletisse a importância da moradia e do nosso lar. Aos poucos meu objetivo é abrir espaço na vida dessas crianças para a presença significativa de livros e textos, aumentando o interesse e a motivação para realizar as atividades propostas.

A avaliação será uma atividade intencional e diária. Acompanhando, individualmente, os alunos durante o período em que estarei em sala, respeitando a individualidade de cada um fazendo com que todos, de alguma maneira consigam evoluir, com ajudas necessárias.

Apresentar sentido/significado para a leitura e escrita e não apenas dar ênfase a essas habilidades significativas. Ressaltando que o ler desenvolve habilidades comunicativas.

4.2.5 Metodologia

1º DIA: 1ª aula: Iniciando o tema Tipos de Moradias, com o problema “Quais os Tipos de Moradia do Seu Bairro”? Formaremos uma Roda da Conversa com os alunos para levantar as hipóteses dos mesmos em relação ao tema em destaque. Questionando: Onde vocês moram? Em prédio ou casa? Térrea ou Sobrado? Tem jardim? Tem espaço para o bichinho de estimação? Quem mora em condomínio? Quem tem um sítio? E uma casa na praia? Cada aluno descreve sua casa. O objetivo é perceber a pluralidade cultural e social, observando que as casas não são iguais. Mostre aos alunos fotos e figuras de diferentes tipos de moradia: as palafitas, os iglus, as ocas indígenas, as casas-barco comuns na Europa, as tendas encontradas nos desertos, os chalés de madeira, as casas de alvenaria etc. Converse sobre os materiais usados nessas construções (cimento, tijolo, etc.). Compare as moradias da vida real com as dos contos de fadas. Será que a casa de doces do conto "João e Maria" existe na realidade? Comente sobre as casas construídas sobre árvores. Pergunte: "Seria possível viver nesse tipo de casa? Quais seriam as dificuldades? Converse com as crianças sobre as pessoas que não têm casa e vivem nas ruas, e sobre como podemos ajudá-las. Essa atividade é importante para criar um senso de humanidade e para que elas percebam que todos têm direito a uma casa e a um lar. 2ª aula: Ler a história “Os três porquinhos” com o propósito de resgatar os questionamentos feitos no inicio da aula, pedindo para que todos se sentem em circulo no chão, assim indagando: Quais os tipos de casas que aparece nesta história? 3ª e 4ª aula: Após este dialogo, registraremos em papel craft alguns tipos de moradias adquiridos pelas crianças sobre a história “os três porquinhos”. Fazendo assim uma comparação entre as imagens e a historia dos três porquinhos para que as crianças analisassem e refletissem sobre os tipos de moradias apresentados. 5ª aula: Após será entregue aos alunos o início de um livro com algumas imagens sobre os três porquinhos com o espaço apropriado para a reescrita da mesma historia com as próprias palavras dos alunos.

2º DIA: 1ª aula: No segundo dia irei relembrar o que foi visto na aula passada e assim iniciar um pouco de matemática. Inicialmente irei perguntar se todos se lembraram da historia dos três porquinhos e das casas dos porquinhos que o lobo derrubou, assim iniciarei medidas com as formas geométricas e a construção de uma casinha com as formas geométricas. 2ª aula: Nessa etapa, usarei papel branco. Iniciarei explorando o papel com as crianças, solicitando que amassem, alisem, rasguem e torçam o papel; deixando que façam uma bola para chutá-la, arremessá-la, etc. Consideramos importante que a criança conheça o material, manipule-o e perceba todas as suas possibilidades, para que futuramente consiga fazer dobraduras mais elaboradas. 3ª aula: Depois da exploração e do conhecimento do papel, iremos iniciar atividades mais dirigidas. Distribuirei um papel dobradura para cada criança enquanto conto a história “As três pontas”. Ao final, peço que retratem com o papel o que imaginaram ou sentiram através da história contada. Socializando e montando um painel com as produções das crianças, pedindo que contem suas sensações. O foco desse trabalho é auxiliar as crianças a nomear e reconhecer as formas geométricas. Para isso, farei alguns questionamentos: Que forma tinha o papel antes de vocês começarem a dobra? Que novas formas apareceram com as dobras? Quem pode mostrar uma dobra na qual aparece um triângulo? 4ª e 5ª aula: A proposta desta atividade é que as crianças façam uma dobradura simples com poucas dobras. Darei como exemplo a “Tulipa”. Sentarei com as crianças e vou fazendo passo a passo a dobradura com eles, procurando utilizar um vocabulário matemático correto: unir vértice com vértice, dobrar um lado, depois o outro. Concluirei a atividade com uma colagem. É possível ainda pedir que os alunos completem a colagem com outros desenhos.

3º DIA: 1ª e 2ª aula: Resgatando a história os três porquinhos, perguntarei aonde acontece a historia os três porquinhos, perguntarei em que zona exatamente acontece à história, Zona Urbana ou Zona Rural? Pedirei para que copiem o texto: Zona Urbana e Zona Rural na folha que será entregue para ser anexa ao livrinho.
ZONA URBANA E ZONA RURAL
Você sabe a diferença entre zona urbana e zona rural?
Há pessoas que moram na cidade, outras que moram no campo.
As pessoas que moram na cidade formam a comunidade urbana e as pessoas que vivem no campo formam a comunidade rural.
Na comunidade urbana, há muitas coisas em comum, por exemplo, alguns serviços como eletricidade, água e esgoto tratados, transportes coletivos, comunicação, rede de bancos e um comércio muito variado. Nas cidades, as casas ou apartamentos são construídos bem junto uns dos outros.
A zona rural, também chamada de campo, é a região que fica fora da cidade.
As pessoas vivem no campo em sítios, chácaras, fazendas, etc. As casas da zona rural não são construídas perto uma das outras.
A maioria das pessoas que vivem na comunidade rural trabalham cuidando da lavoura e do gado. As que cuidam da lavoura são chamadas de agricultores ou lavradores. Elas trabalham na terra, plantam, colhem e vendem os produtos. Quem cria os animais como bois, cavalos, cabras, porcos, aves são chamadas pecuaristas.
As formas de diversão e distração das pessoas variam muito de um lugar par o outro. É muito importante que todas as pessoas procurem se divertir e distrair para poder manter a saúde mental e física.
Nas cidades há formas para as pessoas se distraírem: cinemas, teatro, zoológico, parques, televisão, etc.
No campo, onde a vida é mais simples e não existem muitas escolhas para diversão, as pessoas se divertem pescando, andando a cavalo, tomando banho de rio, cachoeira, freqüentando rodeios, bailes, etc.
Na cidade ou no campo as pessoas podem se distrair lendo bons livros, fazendo passeios a pé, conversando.
3ª aula: Assim iniciarei uma rápida explanação da diferença das duas Zonas. Perguntarei onde as crianças moram, seus avós, tios e tias, assim pedirei para que procurem em revistas imagens do meio em que vivem. Após pedirei para que procurem imagens de famílias diversas. 4ª e 5ª aula: Entregarei duas atividades sobre zona urbana e rural, primeiramente um caça palavras sobre a zona rural e logo após uma cruzadinha sobre a zona urbana.

4º DIA: 1ª e 2ª aula: Relembrando o que trabalhamos no dia anterior perguntarei o que os alunos entendem por Bairro, assim dividirei a turma em grupos, cada grupo ficara com um pedaço do texto e terão que construir um cartaz. Utilizando o seguinte texto:
NOSSO BAIRRO
Nossa rua, nosso bairro. Eu moro com meu pai, minha mãe, meu avô, minha irmã mais nova, o cachorro e um passarinho que eu ganhei do meu avô. Na minha casa tem 2 quartos, eu durmo com meu avô. A minha irmã, que ainda é bebê, dorme com meus pais. O cachorro e o passarinho moram no quintal.
A nossa rua é bem calma e bonita. Não passam muitos carros por aqui. Durante a tarde eu até brinco na rua com meus vizinhos.
Um dos meus amigos mora em um prédio na rua de trás, ele disse que prédio é um monte de casas uma em cima da outra! Que estranho! Fiquei imaginando como é um prédio!
De tarde o vovô sempre vai à padaria comprar pão para o jantar e eu largo tudo para ir junto. Ele diz que a padaria é aqui no bairro, só três quarteirões e que fica na rua do supermercado e da farmácia. Eu não sei se é perto ou longe, mas no caminho a gente passa por uma praça bonita que sempre tem cachorros, crianças e alguns senhores que meu avô sempre cumprimenta. Depois a gente atravessa uma rua muito grande, tem carro pra todo lado, semáforo e também umas casas muito altas e cheias de janelas! Devem ser os prédios! A padaria fica ao lado do supermercado que o vovô tinha dito. E logo ali fica a farmácia pertinho da Igreja.
Na nossa caminhada de volta, o vovô sempre me conta uma história e um dia ele contou que existem muitas e muitas padarias, farmácias, supermercados e casas na nossa cidade, que formam os bairros. Disse que nossa cidade é muito grande. E se não bastasse, disse que existem muitas e muitas cidades no nosso Estado. E muitos e muitos estados no nosso Brasil! Nossa como é grande nosso país!
3 e 4ª aula: Pedirei para que em grupos, apresentem o cartaz elaborado por cada grupo. 5ª aula: Entregar o Conceito de Moradia para que analisem e individualmente apresentar o que eles entendem sobre o texto:
A devida compreensão do conceito de moradia é indispensável no sentido de afirmar “qual é a moradia” que atende aos desígnios do mínimo existencial, em especial, naquilo que pertence à discussão entre a outorga de lotes urbanizados e/ou de unidades habitacionais e à verticalização das tipologias pelo Poder Público responsável pela gestão de políticas habitacionais, o que, necessariamente, passa pelo debate dos custos de produção habitacional.
A complexidade do conceito encetado inicia-se nas questões referentes à disponibilidade de recursos públicos e termina nas dificuldades impostas pela burocracia registral, passando pelos problemas decorrentes do caráter multidisciplinar da matéria e de seu inegável cunho político, sendo desnecessário referir que essa complexidade cresce na medida em que cresce o déficit habitacional das cidades.
A conceituação de moradia indigna pode ser facilmente extraída dos elementos insertos nos dados do déficit habitacional qualitativo. Contudo, seu conceito inverso é bem mais tormentoso e exige um esforço interpretativo e conseqüente que leve em consideração os elementos jurídicos, sociais, culturais e financeiros ínsitos na ordem urbanística, vez que não basta à conflagrada realidade habitacional do país um conceito meramente jurídico de moradia.

5º DIA: 1ª aula: Relembrei o que foi trabalhado na aula anterior e pedirei se todos sabem o que é higiene. 2ª 3ª aula: Entregarei aos alunos uma folha sulfite com um porquinho desenhado somente de bermuda e perguntarei “ O que é higiene?” assim comentando como é gostoso ficar limpinho. Entregarei o texto:
Higiene: Tomar banho, escovar os dentes, lavar as mãos, pentear o cabelo, cortar as unhas, arrumar a cama. Tudo isso nos deixa mais bonitos e saudáveis! Para manter os dentes brancos e fortes, não deixe de escovar os dentes depois das refeições, ao acordar e antes de dormir. Passar o fio dental também é muito importante para tirar os restinhos de comida que ficam entre os dentes. Lavar as mãos é um ótimo hábito, principalmente antes das refeições e depois de ir ao banheiro. Nossas mãos nunca param quietas e estão sempre pegando em alguma coisa, que muitas vezes podem estar sujas e cobertas de micróbios. Tomar banho pode ser uma grande brincadeira como banho de mar, banho de rio, banho de mangueira. Mas importante mesmo é tomar banho todos os dias não esquecendo de lavar bem as orelhas, os pés e o cabelo com bastante sabão e xampu. Não há nada mais gostoso que tomar banho e dormir cheiroso!
Por isso este desenho do porquinho está tão limpinho, mas falta alguma coisa neste porco, entregarei outra folha com modelos de roupas para o porquinho para as crianças recortarem e colarem no porquinho entregue. 4ª e 5ª aula: Entregarei todas as atividades realizadas durante a semana para que os alunos montem um livrinho, colando na capa, o porquinho que foi acabado na aula passada.

4.2.6 Recursos Utilizados

No primeiro dia irei utilizar uma Caixa surpresa (onde irá conter varias historias infantis); Papel Craft, canetinhas e lápis; Folha Sulfite Impressa para anexar ao livro de Historias.

No segundo dia irei utilizar Papel Colorido, Tesoura Cola; Papel Sulfite; Papel Dobradura; Canetinha.

No terceiro dia irei utilizar Folha Sulfite Impressa para anexar ao livro de Historias; Duas atividades a serem anexas ao livro. Revistas para recorte.

No quarto dia irei utilizar cartolina, canetinha, lápis.

No quinto dia irei utilizar Folha Sulfite Impressa, Tesoura, Cola, Canetinha, Lápis-de-cor; Fita de Cetim.

4.2.7 Avaliação

A concepção de avaliação dos Parâmetros Curriculares Nacionais vai além da visão tradicional, que focaliza o controle externo do aluno mediante notas ou conceitos, para ser compreendida como parte integrante e intrínseca ao processo educacional. A avaliação, ao não se restringir ao julgamento sobre sucessos ou fracassos do aluno, é compreendida como um conjunto de atuações que tem a função de alimentar, sustentar e orientar a intervenção pedagógica. Acontece contínua e sistematicamente por meio da interpretação qualitativa do conhecimento construído pelo aluno. Possibilita conhecer o quanto ele se aproxima ou não da expectativa de aprendizagem que o professor tem em determinados momentos da escolaridade, em função da intervenção pedagógica realizada. Portanto, a avaliação das aprendizagens só pode acontecer se forem relacionadas com as oportunidades oferecidas, isto é, analisando a adequação das situações didáticas propostas aos conhecimentos prévios dos alunos e aos desafios que estão em condições de enfrentar.

Esse uso da avaliação, numa perspectiva democrática, só poderá acontecer se forem superados o caráter de terminalidade e de medição de conteúdos aprendidos — tão arraigados nas práticas escolares a fim de que os resultados da avaliação possam ser concebidos como indicadores para a reorientação da prática educacional e nunca como um meio de estigmatizar os alunos. Utilizar a avaliação como instrumento para o desenvolvimento das atividades didáticas requer que ela não seja interpretada como um momento estático, mas antes como um momento de observação de um processo dinâmico e não-linear de construção de conhecimento.

4.2.8 Cronograma

Data/Período Atividade CH Desempenho
De 02/06/09 a 16/06/09 * Leitura do Manual do Estágio. 8 * Providenciar o anexo I – Carta de Apresentação e Anexo VI – Termo de Compromisso.
De 16/06/09 a 23/06/09 * Identificar a escola-campo e solicitar a Autorização para a realização do estágio, através da Carta de Apresentação. 4 * Entregar a Carta de Apresentação devidamente preenchida.
De 23/06/09 a 30/06/09 * Realizar a observação. 4 * Colher dados da escola-campo e da turma. Conversar com o professor-regente para identificar os conteúdos/temas para a intervenção.
De 30/06/09 a 14/07/09 * Elaborar os planos de aula e/ou projetos para a intervenção/docência. 19 * Providenciar os materiais didáticos e conteúdos de ensino e aprendizagem para a intervenção.
De 14/07/09 a 04/08/09
Adaptar estas datas de acordo com o regente. * Exercer a regência de classe. 20 * Anotar as situações vivenciadas na regência e recolher um trabalho realizado por um aluno para cada aula ministrada.
De 04/08/09 a 08/09/09 * Montagem do Relatório do Estágio. 20 * Compor o relatório conforme modelo.
Dia 15/09/09 * Seminário de Socialização do Estágio. 5 * Socializar e entregar o Relatório.

TOTAL DA CH 80


4.3 RELATÓRIO DE INTERVENÇÃO


4.3.1 Primeiro Dia De Intervenção

No primeiro dia de intervenção, ao chegar à escola, conversei com a professora Renatha, a mesma, pediu para iniciar a aula com uma oração, a primeira aula era Educação Física então, aguardei o retorno da turma e me apresentei, conversei com os alunos sobre família primeiramente, perguntando quem morava com a mãe e com o pai, quem tinha irmãos, quem tinha madrasta e/ou padrasto. Falei um pouco de mim, da minha vida, do meu irmão, dos meus pais divorciados, de minha madrasta e seus filhos e de meu padrasto. Falando de famílias perguntei quem já havia assistido à novela da globo em que vivem na mesma os avós, pais, filhos, noras, netos... Então, iniciei o tema Tipos de Moradias, com o problema Quais os Tipo de Moradia do Sua Rua? De seu Bairro? Formamos uma Roda da Conversa com os alunos para levantar as hipóteses dos mesmos em relação ao tema em destaque. Questionando: Onde vocês moram? Em prédio ou casa? Térrea ou Sobrado? Tem jardim? Tem espaço para o bichinho de estimação? Quem mora em condomínio? Quem tem um sítio? E uma casa na praia? Obtive muitas respostas variadas, percebi a pluralidade cultural. Conversando sobre os materiais usados nessas construções (cimento, tijolo, etc.). Comparando as moradias da vida real com as dos contos de fadas. Será que a casa de doces do conto "João e Maria" existe na realidade? Essa atividade é importante para criar um senso de humanidade e para que elas percebam que todos têm direito a uma casa e a um lar.

Perguntei quem conhecia a história “Os três porquinhos” com o propósito de resgatar os questionamentos feitos no inicio da aula, obtive várias respostas sobre o final da história em que algumas crianças sabiam que o lobo morria queimado, outras em que o lobo fugia e assim em diante. Contei primeiramente a mesma história, logo após contei a história “A Verdadeira História dos Três Porquinhos”. Os alunos ficaram instigados a saberem logo o final, pois neste livro, quem conta a sua versão dos fatos é o Lobo Mau.

Ao termino da leitura, pedindo para que todos respondessem: Quais os tipos de casas que aparecem nesta história? Após este dialogo, foi entregue aos alunos o início de um livro com algumas imagens sobre os três porquinhos com o espaço apropriado para a reescrita da mesma historia com as próprias palavras dos alunos. Eles pediram para colorir as figuras após a reescrita da história.

4.3.2 Segundo Dia De Intervenção

No segundo dia relembrei o que foi visto na aula passada e assim iniciamos um pouco de matemática. Inicialmente perguntando se todos se lembravam da historia dos três porquinhos e das casas dos porquinhos que o lobo derrubou, assim iniciando medidas com as formas geométricas e a construção de uma casinha com as formas geométricas. Nessa etapa, usando papel branco, explorando o papel com as crianças, solicitando que amassem, alisem, rasguem e torçam o papel; deixando que façam uma bola para chutá-la e arremessá-la.

Consideramos importante que a criança conheça o material, manipule-o e perceba todas as suas possibilidades, para que futuramente consiga fazer dobraduras mais elaboradas. Depois da exploração e do conhecimento do papel, iniciamos atividades mais dirigidas. Distribuindo papel dobradura para cada criança, peço que retratem com o papel o que imaginaram ou sentiam socializando e montando um painel com as produções das crianças, pedindo que contem suas sensações. O foco desse trabalho é auxiliar as crianças a nomear e reconhecer as formas geométricas. Para isso, farei alguns questionamentos: Que forma tinha o papel antes de vocês começarem a dobra? Que novas formas apareceram com as dobras? Quem pode mostrar uma dobra na qual aparece um triângulo?

A proposta desta atividade é que as crianças façam uma dobradura simples com poucas dobras. Dando como exemplo a “Casa”. Sentando com as crianças e fazendo passo a passo a dobradura com eles, procurando utilizar um vocabulário matemático correto: unir vértice com vértice, dobrar um lado, depois o outro. Concluindo a atividade com uma colagem. Foi possível ainda pedir que os alunos completem a colagem com outros desenhos e com colagens.

4.3.3 Terceiro Dia De Intervenção

Resgatando a história os três porquinhos, perguntando aonde acontecem a historia os três porquinhos, perguntarei em que zona exatamente acontece à história, Zona Urbana ou Zona Rural? Pedindo para que copiem o texto: Zona Urbana e Zona Rural na folha que será entregue para ser anexa ao livrinho.

Na segunda aula os alunos tinham aula de Inglês, me ausentei da regência da sala e fiquei observando a aula de Inglês. Na terceira aula, iniciando uma rápida explanação da diferença das duas Zonas. Perguntei onde as crianças moram, seus avôs, tios e tias, assim para que procurem em revistas imagens do meio em que vivem. Após, para que procurem imagens de famílias diversas. Entreguei a eles fizeram duas atividades sobre zona urbana e rural, primeiramente um caça palavras sobre a zona rural e logo após uma cruzadinha sobre a zona urbana. A primeira atividade eles realizaram em sala, a segunda atividade levaram como deveres para casa.

4.3.4 Quarto Dia De Intervenção

Relembrando o que trabalhamos no dia anterior perguntei o que os alunos entendem por Bairro, assim dividi a turma em grupos, cada grupo ficou com um pedaço do texto e construiram um cartaz. Utilizando o texto “Nosso Bairro”. Pedi para que escrevessem individualmente o que entenderam sobre o texto, os alunos iniciaram o texto e levaram como lição de casa o restante, pois tinham aula de Educação Física.

4.3.5 Quinto Dia De Intervenção

Relembrando o que foi trabalhado na aula anterior e pedindo se todos sabem o que é higiene. Entreguei aos alunos uma folha sulfite com um porquinho desenhado somente de bermuda e perguntei “O que é higiene?” assim comentando como é gostoso ficar limpinho, entreguei o texto Higiene.

Comentando que este desenho do porquinho está tão limpinho, mas falta alguma coisa neste porco, entreguei outra folha com modelos de roupas para o porquinho para as crianças recortarem e colarem no porquinho entregue. Entreguei todas as atividades realizadas durante a semana para que os alunos montassem um livrinho, colando na capa, o porquinho que foi acabado. As ultimas aulas os alunos tinham aula de Artes, acompanhei a turma observando somente suas atividades com a professora.
























5 CONSIDERAÇÕES FINAIS


Neste Estágio percebi que os alunos do 4º ano são muito agitados, assim, tive que acelerar muitas atividades para que ocupassem estes alunos, muito ativos, sempre acabavam todas as atividades rapidamente. No meu planejamento, não deixei intervalos para aulas de Educação Física, Artes, Religião e Inglês e mesmo com estas aulas durante a semana de intervenção os alunos cumpriram todas as atividades que propus. Algumas aulas na qual planejei que eles levariam algumas atividades para casa, como deveres, não aconteceu como planejei, estas atividades utilizei durante a semana de intervenção em sala de aula.

Estes alunos ficaram maravilhados enquanto contei a história “A Verdadeira História dos Três Porquinhos”, quando propus a confecção de um origami todos ficaram entusiasmados de uma maneira maravilhosa, pedindo para fazer pássaros, flores, mas ao seguirem o simples passo a passo de uma casinha já acharam que não iriam conseguir.

Pretendo no próximo estágio aprofundar ainda mais as possibilidades de cada turma. Sugando mais o conhecimento dos alunos, explorando o conhecimento que possuem e desafiando a irem muito mais longe. Nos dias que atuei em sala de aula senti-me a professora da turma. Pude colocar minhas idéias, aliando-as às idéias dos alunos. A permanência da professora em sala de aula só contribuiu para o bom andamento deste projeto. Neste sentido, concordo com Cipriano quando destaca que:

[...] ensinar é muito mais do que transmitir informações, ensinar é, além de tudo, compartilhar objetivos, tarefas, significados e conhecimentos. Para isso é preciso compreender como os alunos aprendem a aproximar-se dos conhecimentos que eles têm, para poder ajudá-los a se aproximar dos objetivos propostos. (2000, p.4)

Acredito, mais firmemente, que a educação é o caminho para um mundo melhor e o professor é um agente principal neste processo.





6 REFERENCIAS

ARROYO, Miguel Gonzáles. Ofício de mestre: imagens e auto-imagens. 3 ed. Petrópolis: Vozes, 2000

CANUTO, Elza Maria Alves. O direito à moradia urbana como um dos pressupostos para a efetivação da dignidade da pessoa humana. Disponível em: . Acesso em: jun. 2009.

CIPRIANO, Lucia Helena Ribeiro. Linhas e Entrelinhas. Curitiba: Nova Didática, 2000.

COSTA, Camila Almeida Pinheiro da. WOLFF, Celi Terezinha. POFFO, Flávia Rosilena. THOMSEN, Rubia Guiomar dos Santos. Manual de Estágio. Indaial: Asselvi, 2007.

CURY, Carlos Roberto Jamil. Os Parâmetros Curriculares Nacionais e o ensino fundamental - Faculdade de Educação, Universidade Federal de Minas Gerais. Disponível em . Acesso em jun. 2009.

FERNANDES, Francisco das Chagas. Fundeb. Disponível em: . Acesso em jun. 2009.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: Saberes necessários à pratica educativa. São Paulo: Paz e Terra. 1996.

OSÓRIO, Moreno Cruz. Ensino Fundamental de nove anos visa a inclusão. Disponível em . Acesso em jun. 2009.

PERLINGIERI, Pietro. Perfis do Direito Civil. 3. ed. Rio de Janeiro: Renovar, 1997.

__ Lei Nº 9.394, De 20 De Dezembro De 1996. Disponível em . Acesso em jun.2009.

WEFFORT, Madalena. Educando o Olhar da Observação: aprendizagem do olhar. São Paulo: Espaço Pedagógico, 1996.

7 ANEXOS

2 comentários:

  1. e então? fiquei curiosa a respeito do final da história dos tres porquinhos...

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  2. gostei muito e no momento está sendo de grande auxilio para mim,que estou fazendo o estágio II,na mesma faculdade que a tua.obriiiiigada!!!

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